A solidariedade de classe foi o objetivo do Movimento Itaboraí solidário no dia 29 de maio.
No dia em que ocorreram mobilizações em todo o país pelo “Fora Bolsonaro” e “Comida no prato, vacina no braço”, realizamos em Itaboraí uma atividade de solidariedade ativa para a população de Itaboraí. Foram mais de 100 quentinhas distribuídas na praça Alarico Antunes em menos de meia hora. Eram trabalhadores informais, precarizados e moradores de rua. Uma atividade mais que necessária no momento em que o Brasil bate o recorde de 14,3 milhões de desempregados e com 54,8 milhões de pessoas abaixo da linha pobreza. Aliada a grave crise econômica vivemos a maior tragédia humanitária do nosso tempo. Ontem, dia 29, foi contabilizado 461.142 óbitos devido a covid-19, uma média de mil mortos desde o início da pandemia.
Em grande parte, Bolsonaro é responsável por essa tragédia na medida em que recusou vacinas, realizou aglomerações e desdenhou dos protocolos sanitários recomendados por diversas instituições de saúde. Este governo não apenas foi contra o isolamento social como apresentou o seu desprezo pela vida humana, a partir do discurso do “e daí?”, mas também pela não garantia das condições para que a população trabalhadora mais vulnerável possa cumprir o isolamento e sobreviver. É responsabilidade de Bolsonaro e seu governo não ter apresentado um programa que auxiliasse principalmente as pequenas empresas evitando assim as demissões e fechamento dessas empresas, além da importância que um programa de renda básica a todas as pessoas na informalidade e uma renda especial para as famílias de desempregados. Tudo isso teria minimizado os efeitos aterradores da crise econômica aliada a crise sanitária. Em vez disso, criou as MP’S 927 e 936 flexibilizando direitos e reduzindo salários. As vidas devem estar acima dos lucros das empresas.
O Estado do Rio de Janeiro vive um momento crítico da pandemia. Já são 859 mil mortes e 859 mil casos de infecção pela covid-19. Essa situação ainda é mais dramática quando observamos que apesar do aumento dos leitos dos hospitais públicos, a taxa de ocupação dos leitos de UTI bate o percentual de 85%, demonstrando que a cada dia avançamos para o colapso do sistema de saúde pública. Apesar das diferenças em relação ao governo federal, Cláudio Castro e Eduardo Paes mantém a mesma prática de fornecer testes para a covid-19 para toda a população, na falta de garantia de um fluxo único da rede hospitalar para o tratamento dos casos de Covid-19 organizado pelo SUS (Sistema Único de Saúde), na garantia condições de trabalho com segurança para os profissionais de saúde.
Apesar de democrático, isto é, a pandemia do Covid-19 está afetando a todos, ela atinge de maneira desigual, alcançando maior gravidade entre as famílias das favelas e das periferias, cuja maior parte da população é negra. A grande parcela da população trabalhadora, ainda enfrenta demissões e a diminuição da renda.
Diante deste cenário precisamos reagir. Por isso o Movimento Itaboraí Solidário vem se constituindo como um instrumento de solidariedade de classe. Mesmo no momento em que precisamos manter o distanciamento social, uma rede ativa de apoio, formada por diversas instituições e movimentos sociais, para àqueles que mais necessitam é uma tarefa urgente.

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